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Mostrando postagens de Maio, 2016

Banal (Luanda Davis e Rodrigo Silva)

De tanto derramar sentimentos pesados
nas almas e ações alheias,
a despedida foi feita em silêncio.
Tornei-me aquilo, que é, para todos: um nada a vagar.
Pactuei tentar parar de deixar vestígios acres
textos mal escritos para, quiçá, um filho ou sobrinho.
Os ossos estavam entulhados, de ressentimentos seculares;
demoraria
e muito,
para conviver em coletivo;
estava embotada em:
dores imaginárias,
amarguras homéricas
e cóleras.
Havia de reinventar-me;
para quiçá renascer, sem tantas ganas
de querer auto-aniquilar-me
e sim viver,
para fora.

Mudando algumas coisas

Então,

dizem que um blog geralmente tem vida curta, dois ou três anos

- pera, isso não é anúncio de fim do blog! -

mas essa vida curta, além das circunstâncias materiais, tem a ver com o conteúdo dos blogs também. Ninguém consegue falar sobre todos os assuntos do mundo, até um blog genial como o do Kenan Malik fala de alguns temas que são os mais pensados pelo autor. O Tejo já resolve isso passando de blog pra blog, acho que ele deve estar no sétimo agora. Se, por um lado, eu também acho que toquei em quase todos os temas que eu queria - alguns eu ainda acho que não amadureci o suficiente pra escrever -, também sempre gostei da mudança brusca de um tema pro outro no meu blog, que tem mais a ver com como eu sou do que se eu fizesse um blog separadinho pra cada parte.

Então, o que eu tô pensando em fazer é o seguinte: vou escrever menos textos próprios (eu já tava num ritmo de ficar me cobrando, às vezes até tirando tema do nada, e eu acho que não é por aí) e voltar a ter postagens mai…