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Mostrando postagens de 2011

Coisas desconexas sobre a pintura

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Tô lendo um livro sobre a vida e a obra do Kandinski, me levou a pensar em muita coisa, eu acho que foi o Vermelho Azul Amarelo que me fez prestar vestibular pra Artes Plásticas, eu me lembro ainda daquele dia de carnaval em 1998 quando eu comecei a ler um livro com esse quadro na capa, esse dia tem muitas outras ramificações mas eu falo disso outro dia.

Marxismo e Ocultismo (I)

De Eliphas Lévi a René Guenon


I.

Antes de mais nada, quero dizer que isso não é um trabalho acadêmico, então não vou seguir aqueles rituais de notas de rodapé, fontes e formatação pra parecer que o texto é "sério". Além do mais, como eu não tenho como escrever full time, e a minha ansiedade não pode esperar pelo texto ficar pronto, ele vai sendo publicado aos pedacinhos mesmo. Espero que os leitores entendam e que isso não atrapalhe ninguém de apreciar e talvez usá-lo produtivamente.

O objetivo aqui é esclarecer uma coisa que está no lado obscuro do século XIX, e ainda mais é invisível para a tradição marxista, porque escapa da linha evolutiva que parte do iluminismo. O ocultismo, eu quero argumentar, foi um outro discurso contra a modernidade capitalista, literalmente reacionário (queria voltar atrás no tempo), mas que também deu uma mordidinha nas franjas do movimento operário. Mais ainda, muita gente do movimento operário foi ocultsta e vice-versa, seguindo a estranha tradiç…

Uma cidade feia (I)

Ali tem umas ruazinhas onde mora um amontoado de gente.

Esse bairro resindecial, com umas casas de vinte anos atrás, com as crianças brincando de futebol na rua, um carro de vez em quando no asfalto. As pessoas conversam nas cadeiras de praia na frente do quintal. Quando tem carnaval, elas vão pro coreto a vinte minutos de distância. Elas trabalham de segunda a sexta ou segunda a sábado, alguns trabalham na feira no domingo, mas a grande maioria vai lá comprar as coisas e fica regateando o preço depois da onze da manhã.

No quintal, ficam aquelas árvores com cheiro de mofo e umas estátuas de santo em lugares mais reservados. Os quartos de quase todo mundo tão cheios de inflitrações, mas algumas casas são um primor de arrumação. Dentro das casas, os assuntos são quase sempre sobre as próprias casas. A televisão não mostra um mundo, e sim cria novelas verdadeiras pra acompanhar. Ninguém acredita que fora daquelas ruas dali tenha alguma coisa diferente. a não ser "a cidade", que…

Resposta a um inquérito do Facebook

Sobre o ano de 1999:

MEU ANO : 1999

TINHA : 16 anos

Curso: 2° ano do Pedro II

NAMORADA DA ÉPOCA: ahahahahah

BANDA FAVORITA DA ÉPOCA: Black Sabbath

Era: Estava me desenvolvendo muito nesse negócio de ser eu. Foi a primeira passeata que eu participei (26/03), Baia e RockBoys na Lapa, foi a Chapa Expressão, pro Grêmio, com o meu querido Libão (cadê ele? sumiu!), o Guilherme Celestino Souza Santos me apresentou à Maria lá no Riachuelo (com o Mehlin, lembra?), vários shows no Garage, as melhores noites de todos os tempos (o show acabava às 4h, a gente tomava um sorvete do Mothefucker Icecream - ainda tá vivo? - e eu ficava com o Rafael Laman na Leopoldina até as 6 da manhã pra pegar o 296).

Escrevia igual um miserável, tinha uns três cadernos escritos, peneirei tudo anos depois, sobraram 16 poesias, que estão com a guardiã Tatiana Costa. Li, pela primeira vez, um livro do Marcuse, Eros e Civilização, tentei estudar Cabala (até hoje não consegui). Vi 2001 - Uma Odisseia no Espaço pela prime…

Amy Winehouse morreu - o rock já tinha morrido muito antes!

(Não vou postar foto porque, se você quiser, é só jogar no Google!)


A morte da Amy Winehouse, com 27 anos, coloca ela em continuidade com os grandes expoentes do rock.

Mas tem uma coisa: ela não era uma cantora de rock.

Isso não é casual.

Depois da degradação do conteúdo e da forma do rock, a sua continuidade em relação aos temas e ao seu "espírito" só podia acontecer por fora do formato já totalmente estagnado. A mesma coisa se aplica, eu acho, ao conjunto das artes plásticas, à política revolucionária e à literatura.


De um 27 até Amy

O último "elo" dos 27 antes da Amy foi o insignificante Kurt Cobain.

O Nirvana foi o estágio final de decomposição do rock'n'roll. Depois daquilo, só restava esperar os bárbaros.

O grunge era o uso da "técnica" do punk (= não tocar nada!), sem a concepção situacionista do punk (fusão entre a vida e a arte, arte como estilo de vida, chocar o público etc). O Conteúdo do grunge é os choramingos intimistas

(pra usar a expressão …