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Legado Roubado (ou história mítica)? Os gregos roubaram a filosofia dos egípcios? (Mary Lefkowitz)

Skeptic, Vol. 2, No. 4, 1994, pp 98-103 Traduzido daqui       Frederick Arthur Bridgman,      A procissão do touro sagrado Anúbis  Desde sua publicação em 1954, Stolen Legacy , de George G. M. James, tem sido um best-seller entre povos de ascendência africana neste país. James foi um professor afro-americano de grego, cujos outros escritos tratam explicitamente de questões raciais. Stolen Legacy também trata do status dos negros, mas na história antiga, e não nos tempos modernos. A mensagem do livro é sensacionalista e revolucionária: "Os gregos não foram os autores da filosofia grega, e sim o povo negro do norte da África, os egípcios" (p. 158). Esta tese explica "a opinião mundial equivocada de que o continente africano não contribuiu para a civilização, e que seu povo é naturalmente atrasado", "a deturpação que se tornou a base do preconceito racial, que afetou todas as pessoas negras." Em vez disso, James oferece uma "Nova Filosofia da Redenção p...

Etnografia e relativismo (Maxime Rodinson)

O Christophe Darmangeat chamou atenção, no site dele, sobre dois textos que o Maxime Rodinson publicou em La Nouvelle Critique, que era a revista teórica do PCF nos anos 50 . Eu gosto muito do Rodinson, que é o maior especialista em Islã no marxismo e que deu contribuições interessantes sobre a questão judaica, então traduzi esse texto.  ETNOGRAFIA E RELATIVISMO Muitas vezes, não se compreende nossa obstinação em lutar contra ideologias, teses que parecem aparentemente inofensivas e, em todo caso, distantes da luta de classes prática, da luta pela independência nacional, pela paz e pela liberdade, que consideramos primordiais. Isso ocorre porque o caminho é muitas vezes longo, desde as ideias até suas consequências práticas, e poucos o percorrem em espírito até o fim. Pensamos que tal ideia leva logicamente à justificação de tal e tal atitude prejudicial. Aqueles que a professam provavelmente param no meio do caminho, um quarto ou oitavo do caminho; mas as ideias são inexoráveis......

Comentário do Bordiga sobre o curso histórico do capitalismo

No meio de várias loucuras, o Bordiga sempre conseguiu fazer algumas observações importantes sobre as questões estratégicas do movimento comunista. Traduzi esse trechinho da conferência A Reversão da Práxis porque ele contesta o declinismo que se tornou dominante entre os leninistas e até além deles (por exemplo, o Meszáros). Traduzi daqui .  Quadros I e II - A Sucessão das Formas de Produção Quadro I - Esquema da falsa teoria da "curva descendente" do desenvolvimento histórico do capitalismo Comentário ao Quadro I 1. Perante o atual estado confuso da ideologia, da organização e da ação revolucionárias, é um falso remédio contar com um declínio inevitável e progressivo do capitalismo, um processo alegadamente já em curso, e no fim do qual a revolução proletária supostamente está à espera. De facto, a curva do capitalismo não tem nenhum ramo descendente (Sumário, 1). 4. A teoria da curva descendente do capitalismo é totalmente errada e gera a questão inadequada de saber por qu...