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Debate: que tipo de sociedade era a URSS?

Gente, junto com o Gabriel Bragança, o Daniel Delfino e o Márcio Monteiro , estou ajudando a organizar esse debate sobre qual era a natureza de classe da União Soviética. Vai ser na UERJ na segunda dia 23, às 18h30. O Gabriel vai defender que a URSS era capitalismo de Estado, o Daniel que era uma forma pós-capitalista de capital (a teoria do István Meszáros), o Márcio vai defender que era um Estado operário degenerado (a teoria do Trotsky), e eu que era uma formação social com suspensão parcial da lei do valor (a teoria do Hillel Ticktin). Ainda não encontramos ninguém pra defender que a URSS era socialista, nem também ninguém pra defender que era uma nova forma de sociedade de classes. Alguém se habilita? O link do evento no Facebook tá aqui  

Vou apresentar trabalho no seminário do SINDSCOPE sobre os 100 anos da revolução russa!

Gente, o Sindscope (Sindicato dos Servidores do Pedro II) está organizando um seminário sobre os 100 anos da revolução russa, e eu vou falar lá no dia 17, sobre os mencheviques internacionalistas e a crítica que eles fizeram à política dos bolcheviques. A programação completa tá aqui

Nem toda política é identitária (Kenan Malik)

Traduzido a partir daqui "Toda política é identitária". E "sem políticas identitárias, não pode haver defesa dos direitos das mulheres ou dos direitos dos grupos minoritários". Essa são as duas defesas contemporâneas mais comuns das políticas identitárias. À medida que as críticas às políticas identitárias se tornaram desenvolvidas e ferozes, a defesa também ficaram. Então, eu quero começar uma crítica da crítica, por assim dizer, e assim reafirmar a necessidade de desafiar as políticas identitárias. As identidades são, obviamente, de grande importância. Dão a cada um de nós um senso de nós mesmos, de nosso enraizamento no mundo e de nossos relacionamentos com os outros. Ao mesmo tempo, a política é um meio, ou deveria ser um meio, para nós levar além do senso estreito de identidade dado a cada um de nós pelas circunstâncias específicas de nossas vidas e pelas particularidades das experiências pessoais. Como adolescente, fui atraído pela política por cau...

Arte - nos Estados Unidos e na Rússia (Mário Pedrosa)

Naum Gabo, Coluna, 1923 Costuma-se, em certos círculos, acusar os artistas, ditos abstracionistas ou concretos, de fugirem à realidade cotidiana, de escapismo. Estes artistas seriam, assim, adeptos da velha teoria da "arte pela arte", ou do refúgio da "torre de marfim". Ao contrário disso, eles se colocam com os dois pés fincados na realidade do presente. Para eles, a realidade não é "adjetivada" de "socialista", "brasileira" ou "nacional". A realidade, simplesmente, é. O objetivo com que sonham é precisamente tirar daquelas possibilidades de presente, isto é, de nossa época "neotécnica"segundo a terminologia de Patrick Geddes e de Mumford, uma arte que seja a cristalização do estado de cultura e civilização a que o homem potencialmente atingiu. São todos sujeitos de um robusto otimismo. Por um paradoxo que dá muito a refletir, dentre os jovens artistas modernos, quase que os únicos a denotar pessimismo (nas...

Nosso conto "Cyberfunk" vai ser publicado na coletânea "Cyberpunk" da Editora Draco!

Fiquei muito feliz com essa história! Esse conto que eu escrevi com o Carlos Contente foi o que começou o nosso projeto que vocês podem acompanhar no nosso blog e lendo o e-book . O anúncio dos contos selecionados tá aqui . Vai ser a minha primeira publicação em livro físico!

Dolor (Theodore Roethke)

Eu conheci a inexorável tristeza dos lápis, Perfeitos nas caixas, dolor de carimbeira e peso de papel, Toda a miséria das pastas de arquivo e goma arábica, Desolação em locais públicos imaculados, Sala de visitas solitária, lavabo, trocador, O pathos inalterável da bacia e do caneco, Ritual de etiquetadora, clipe, vírgula, Duplicação infinita de vidas e objetos. E vi o pó das paredes das instituições, Mais fino que farinha, vivo, mais perigoso que sílica, Filtrado, quase invisível, por longas tardes de tédio, Colando um fino filme nas unhas e sobrancelhas delicadas, Esmaltando o cabelo branco, as usuais faces cinzas duplicadas.

"Criminologia crítica e crítica do direito penal", do Alessandro Baratta

O Patrick e o Guilherme me recomendaram esse livro. Eu achei um barato (hahahahahahahah). Na internet, como sempre, tem gente passando vergonha de todas as formas, uma delas é defendendo versões absurdas de teorias críticas sobre o direito. Esse livro tirou as minhas dúvidas. Eu vou tentar explicar aqui como ele é. Eu li na versão em castelhano aqui . Definição O livro começa com uma tentativa de definir a relação entre a criminologia e a sociologia jurídica. Ele vai dizer que o que delimita a especificidade e a autonomia da sociologia jurídico-penal é o seu objeto, que são os comportamentos e efeitos do sistema jurídico-penal e as reações não-institucionais a ele, assim como as interrelações entre esses elementos. Além disso, mesmo com uma convergência cada vez maior de métodos, a sociologia jurídico-penal e a criminologia (especialmente a sociologia criminal) têm uma diferença de objeto, porque a primeira trata do sistema jurídico-penal e a segunda, do comportamento desvia...