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Mostrando postagens com o rótulo ficcção científica

Novas coletâneas de ficção científica e fantasia da Editora Cyberus

  Começou o financiamento coletivo das novas coletâneas de fantasia e ficção científica da Cyberus ! Universos Ardentes, que é de histórias hot, eu sou um dos organizadores. Os Salvadores do Planeta é da Marion Zimmer Bradley, a autora de Brumas de Avalon, e faz parte da série Darkover, que eu gosto muito e é a série de ficção científica mais famosa dela.

Live "Distopias e Utopias" no canal Linhas de Fuga

Curtam o canal Linhas de Fuga, do Diego Felipe e do Vladimir Santafé. 

Financiamento coletivo do livro Cyberpunk!

Um dos contos, Cyberfunk , eu escrevi junto com o Carlos Contente. O link do financiamento é esse  aqui . 

Meu conto curto "Morte Térmica" na Revista Mafagafo!

Pra ler, e só clicar na capa

Nosso conto "Cyberfunk" vai ser publicado na coletânea "Cyberpunk" da Editora Draco!

Fiquei muito feliz com essa história! Esse conto que eu escrevi com o Carlos Contente foi o que começou o nosso projeto que vocês podem acompanhar no nosso blog e lendo o e-book . O anúncio dos contos selecionados tá aqui . Vai ser a minha primeira publicação em livro físico!

o homem do balaio

Meus agradecimentos ao Max, que ajudou muito com algumas partes do conto! O Homem do Balaio - Zezinho, pare de arruaça! o homem do balaio vai levar tu e tua irmã! Mas, dessa vez, Josefa não ouviu as manhas de Zezinho, e sim o choro soluçante da Mariazinha. Ela foi correndo até o quintal, mas já não existia nenhum rastro do menino. O pregão do homem do balaio estava cada vez mais distante, "Verduras! Verduras! Menino, vem cá e chama a tua mãe!". estranhamente gritado num tom de tristeza. Olhou pro caminho poeirento, não conseguiu pensar em nada e saiu atrás dele, matador de criança! na verdade, ninguém acreditava muito nas histórias sobre o homem do balaio, mas nada como o desespero para redespertar o ódio já sem motivo. As pessoas da vila começaram a se mexer, a falar alto, com raiva, a procurar por todos os cantos. Quando chegaram na casa do homem do balaio, estava tudo revirado, indicando uma fuga às pressas. Mas pra onde? Josefa não sabia o que fazer pra...

Os Despossuídos, a utopia ambígua de Ursula K. Le Guin

A Sabrina Gomes tá editando uma coletânea sobre distopias. Esse foi o texto que eu escrevi pra ela. Os Despossuído s, a utopia ambígua de Ursula K. Le Guin Por alguma razão, eu comecei a ler literatura pacifista e também me envolvi em protestos contra a guerra, Banir a Bomba e tudo o mais. Eu fui uma espécie de ativista pacifista por muito tempo, mas eu percebi que eu não sabia muito sobre a causa. Pra começar, eu nunca tinha lido Gandhi. Então, eu me pus a estudar, e ler aquela literatura, e isso me levou ao utopismo. O que me levou, através de Kropotkin, ao anarquismo, anarquismo pacifista. Em algum momento, me ocorreu que ninguém tinha escrito uma utopia anarquista. Tínhamos utopias e distopias socialistas e todo o resto, mas anarquismo – isso ia ser legal. (Ursula K. Le Guin,  A Arte da Ficção  nº 221 ) A ficção científica sempre foi, de uma forma mais ou menos aberta, um instrumento de reflexão e crítica social. Os deslocamentos no espaço, tempo e tecnolo...

A decadência da ficção científica (parte 2)

VII. Alguém pode argumentar: ah, mas isso de imaginação regressiva só vale pra ficção espacial, você não foi pras áreas mais "técnicas" da FC. Nada disso! Apesar desse tema de viagem no tempo ser chato pra caramba (porque tudo se resume à uma disputa física e filosófica sobre o que é a linha de tempo, ou seja, se ela pode se alternar ou se tentar alterar o passado cria um universo paralelo), vamos lembrar que nenhum livro interessante pode ser escrito em cima dos aspectos puramente técnicos. Um livro que é considerado o primeiro da FC por muitos, A Máquina do Tempo , de H. G. Wells, por exemplo, consegue usar o tema da viagem no tempo para falar das contradições sociais no capitalismo (o Wells era socialista, ou mais especificamente, socialdemocrata, e tem uma entrevista famosa dele com o Stálin). A civilização do futuro é dividida entre os Morlocks, que vivem em máquinas nos subterrâneos, e são os descendentes dos operários, e os Elois, incapazes de traba...

A decadência da ficção científica (parte 1)

O futuro não é mais o que era antigamente Renato Russo Onde se tenta provar que a ficção científica acabou porque o futuro acabou I. Não acredito que algum fã de ficção científica em sã consciência ache que o gênero não está em crise há quase trinta anos. Os clássicos foram morrendo, e ninguém veio depois deles. A FC hoje se resume a comentários, pastiches e paródias dos clássicos, ou se degradou em literatura infantojuvenil. Ela ainda sobrevive em alguns roteiros de cinema ( Matrix ou Distrito 9 , só pra falar de dois), mas a literatura está estagnada e sendo lentamente sugada pela fantasia. Eu acredito que exista um contexto maior determinando isso, que é o fim da literatura, desde a década de 1970. O que o estilo pós-modernista expressa é justamente o esgotamento do conteúdo especificamente literário, que determinaria as novas formas. Em vez disso, o pós-modernismo é um milk shake de formas antigas, quando não é uma "radicalização" experimental que fica bem aq...