A decadência da ficção científica (parte 2)


VII.

Alguém pode argumentar: ah, mas isso de imaginação regressiva só vale pra ficção espacial, você não foi pras áreas mais "técnicas" da FC.

Nada disso! Apesar desse tema de viagem no tempo ser chato pra caramba (porque tudo se resume à uma disputa física e filosófica sobre o que é a linha de tempo, ou seja, se ela pode se alternar ou se tentar alterar o passado cria um universo paralelo), vamos lembrar que nenhum livro interessante pode ser escrito em cima dos aspectos puramente técnicos.

Um livro que é considerado o primeiro da FC por muitos, A Máquina do Tempo, de H. G. Wells, por exemplo, consegue usar o tema da viagem no tempo para falar das contradições sociais no capitalismo (o Wells era socialista, ou mais especificamente, socialdemocrata, e tem uma entrevista famosa dele com o Stálin). A civilização do futuro é dividida entre os Morlocks, que vivem em máquinas nos subterrâneos, e são os descendentes dos operários, e os Elois, incapazes de trabalhar, descendentes dos burgueses.

A viagem no tempo não é muito bem utilizada no livro, porque o narrador só viaja praticamente pra assistir o que acontece no futuro, e as ações dele não interferem muito. Mas a cena do fim da vida na Terra é inesquecível.

Me desculpem se eu tento lembrar de livros sobre o assunto, mas não consigo, é que o tema realmente não me desperta muita coisa, não. Tem O Fim da Eternidade, do Asimov, sobre mudar o passado, mas que na verdade é um pivô de muitas coisas fundamentais que acontecem na Fundação; tem aquele conto do Bradbury, Som de Trovão, em que um cara no passado pisa numa borboleta e altera toda a história futura. Nada que eu realmente goste (menos o Asimov, é claro, que também tem outras coisas sobre o assunto, como o Menino Feio, sobre um neandertal trazido por uma máquina do tempo).

Sobre a FC hard em geral, é o meu subgênero preferido, ele só não pode se perder virando um catálogo técnico de coisas que ainda não existem, mas pra mim ficção científica tem que ser rigorosa, muita coisa aí eu realmente paro de ler quando vejo apelação ou fantasia disfarçada.


VII.

Vou falar só de mais um tema, porque senão eu não cumpro o que eu prometi, e isso vira uma "monografia" sobre FC! Depois, volto ao meu raciocínio sobre a decadência.

E o tema é um que antecipa o que eu quero falar: são os robôs.

A palavra tcheca "robot" significa operário. Toda a literatura sobre robôs é uma reflexão sobre a questão do trabalho na sociedade, e sobre a dominação da racionalidade instrumental.

Mais uma vez, o grande Asimov foi o cara que primeiro entendeu o papel dos robôs numa sociedade capitalista, usando o conceito de Síndrome de Frankenstein, no Eu, Robô. Ou seja, o medo de perder o seu emprego para um robô, o imigrante do século XXI! Parece um eco do Marx, dizendo lá no Capital que as tecnologias que poderiam ser usadas para poupar o trabalho, numa sociedade dividida em classes, são usadas para aumentar a exploração do trabalhador.

Mas isso é o Asimov "marxista". O Asimov "frankfurtiano" é o que está em As Máquinas, último conto do Eu, Robô, em que as "máquinas" (ainda não existia a palavra computador!) começam a manipular as informações e tarefas para derrubar os governos, abrindo a perspectiva de que elas tomem o poder.

O tema dos robôs passou a ser uma ponte para as distopias, que são o núcleo duro das imagens dialéticas (Benjamin) na FC, e o ponto mais alto do gênero na crítica social, quando ele consegue superar as limitações da imaginação regressiva.

Assim, o Blade Runner, de Phillip K. Dick, que marcou com a adaptação pra o cinema a passagem para a etapa cyberpunk de dissolução da FC. Ainda no cinema, o Exterminador do Futuro e Matrix, todos os filmes sobre a dominação da humanidade pela razão instrumental, materializada fetichisticamente nas máquinas.


VIII.

A FC entre a utopia e a distopia - as utopias


Aqui, eu vou falar um pouco sobre a história da FC, não pra dar um relato, mesmo que resumido, mas sim pra mostrar como aconteceu um movimento regressivo, que foi o que deixou o gênero num beco sem saída.

O conteúdo social das grandes obras da FC sempre foi delirantemente progressivo, muito diferente das suas vulgarizações, como a space opera, contos sobre monstros etc, presos dentro da imaginação regressiva.

Um exemplo inesquecível, o primeiro conto de FC que eu li, com onze anos (lágrimas nos olhos), o Homo Sol, do Asimov: os psicólogos extraterrestres criam um clima de incerteza, pra poder testar se os humanos são civilizados o suficiente para serem parte da Federação.

John Campbell, o diretor da Austonding Science Fiction, a revista que praticamente criou o mercado de FC, pediu pro Asimov reescrever a parte em que os psicólogos diziam que o "Homo Sol" fala uma "língua simples, chamada esperanto". Como assim, no futuro a língua não seria o inglês? Mas o esperanto continua lá, testemunhando o desejo de unificação da humanidade em bases que não sejam imperialistas.

É obviamente na FC espacial que as utopias mais progressivas aparecem. Como dizem os maoístas do Voie-Lactée, "Na boa ficção científica, não há lugar para a mesquinharia, e portanto para o racismo, a concorrência, o lucro.(...) E a fascinação por Neil Armstrong, o respeito pelo seu papel na conquista do espaço, devem ser compreendidos segundo esta perspectiva. As massas compreenderam que a vida deve se desenvolver, que os planetas da nossa galáxias devem ser visitados, que a vida deve ser levada para lá".

A primeira obra-prima do gênero, O Criador de Estrelas (1937), de Olaf Stapledon, começa com um cara olhando pro céu depois de brigar com a mulher, e vai evoluindo desenfreadamente até o narrador encontrar o criador do universo, do título, e vários outros universos alternativos. Ou seja, é uma obra sobre o desenvolvimento da matéria e da consciência, das suas menores formas até a escala cósmica.

Ao lado da Fundação e seus Enciclopedistas, temos a outra grande obra da FC espacial, a série 2001, do Arthur Clarke. A humanidade, que surgiu através da intervenção dos Semeadores (uma espécie extraterrestre que colonizou todo o universo há bilhões de anos), representada pelos astronautas da nave Discovery, tem que lutar contra o computador HAL 9000, que está tentando matá-los. Os Semeadores, no restante da série (2010, 2061, 3001) interferem na evolução dos seres vivos de Europa, o satélite de Júpiter, que os conduzem até virarem uma civilização com contatos pacíficos com a Terra.  

Mas é inegável que a maior utopia de todos os tempos na FC é a Jornada nas Estrelas.Uma Federação democrática dos planetas, muito mais secularizada e com uma economia comunista. Nas palavras do Capitão Jean-Luc Picard: "A economia do futuro é um pouco diferente. Como você vê, não existe dinheiro no século XXIV. A aquisição de riqueza não é mais a força impulsionadora das nossas vidas. Nós trabalhamos para melhorar a nós mesmos e ao resto da humanidade" 

A ponte da série clássica foi uma porrada na cara da Guerra Fria: contava, entre outros, com um americano (Kirk), uma africana (ou melhor, dos Estados Unidos da África, uma república panafricanista no estilo dos movimentos de libertação nacional da época, a Uhura - aliás, Uhura significa "liberdade" em suaíli), um soviético (Chekov, colocado na série depois que o jornal do PCUS, Pravda, reclamou o fato de não ter nenhum representante da URSS na nave!) e o asiático (de origem não definida) Sulu, representando a unificação da Terra. 
   
Ou seja, quando Jornada nas Estrelas não cai sob a pressão do "monstro da semana", e quando mantém o seu nível como FC, ela desmonta toda a imaginação regressiva e constroi uma sociedade utópica que, infelizmente, ainda está onde nenhum homem jamais esteve.  


X.

A FC entre a utopia e a distopia - as distopias


Bem, se a Era Dourada (1938-1950) expressou a ascensão dos EUA (o maior celeiros de escritores de FC) como potência mundial, a Nova Onda (na década de 1960) expressava os movimentos de contestação da década, e isso levava a uma mudança de conteúdo da FC - os temais passaram para as ciências sociais, e temas novos passaram a ser explorados, como sexo (rompendo com o puritanismo da FC clássica), a ameaça de guerra nuclear, racismo, ecologia, conflitos religiosos, estados alterados de consciência etc. Foi a geração de Ursula K. Le Guin, Phillip José Farmer, Frank Herbert, Brian Aldiss, entre muitos outros.

Pra mim, o livro que resume a nova tendência é o Duna, que juntou ecologia, religião, contracultura e ficção espacial numa obra só. Mas eu acho que a melhor autora da geração é a Ursula K. Le Guin, e ela escreveu entre várias obras, um livro que vai ajudar a demonstrar o que eu estou falando. O livro é Os Despossuídos: uma utopia ambígua.

É a história de uma lua, Anarres, habitada por anarquistas que foram formar uma colõnia lá há mais de 100 anos, liderados por uma teórica chamada Odo. A civilização deles pode ser considerada o que Marx chamou de comunista - não existe Estado, dinheiro, família nuclear e tem uma parte que uma professora da creche briga com uma criança dizendo: "eu já disse que ninguém pode ter as coisas!" Todos os personagens são bissexuais e trabalham em vários empregos em diferentes épocas da vida.

Uma das tramas da história é o conflito em Urras, o planeta de Anarres, entre A-Io (um país capitalista) e Thu (um regime burocrático parecido com a URSS), que disputam o controle sobre Benbilli (seria um Vietnã no livro). Felizmente (e como não aconteceu no Vietnã, com a exceção dos trotskistas vietnamitas e de Ngo Van Xuiet, que depois virou anarquista), uma ala da resistência de Benbilli apela ao povo de Anarres por ajuda.

Então, as duas grandes contradições que existem no livro (uma crítica às contradições sociais reais) são entre o "socialismo" autoritário de Thu e o anarquismo de Anarres e - muito mais importante - a sociedade rotineira e conservadora de Anarres, mesmo vivendo no anarquismo (chega a existir um debate sobre se eles devem ou não apoiar os Odonistas de Benbilli). O que a Úrsula K. Le Guin quer com isso é mostrar os limites bem reais de qualquer sociedade, mesmo das emancipadas, rompendo com o triunfalismo imbecil do "socialismo real" e já refletindo o desencanto com as experiências como a da Revolução Cultural, que prometeram criar um novo homem e terminaram em fracasso completo.

É a utopia ambígua de Le Guin (o livro é de 1974), a única utopia ambígua que eu conheço, que prepara a FC para uma nova fase, no final da década de 1970. A derrota das mobilizações na Europa (França, Itália, Portugal) e das lutas contra a burocracia no Leste Europeu (Polônia e Tchecoslováquia), além da crise mundial, fizeram com que as correntes de direita ganhassem cada vez mais força. Ao mesmo tempo, as contradições dos países poscapitalistas começaram a tomar forma cada vez mais aguda. O regime genocida de Pol Pot no Camboja, assim como a captura da revolução iraniana de 1979 pelo fundamentalismo e, logo depois a Guerra nas Estrelas entre EUA e URSS tornaram a ideia de futuro menos crível do que nunca.

Não é à toa que nessa época foram feitos filmes como Red Dawn e O Dia Seguinte, e que o mais famoso slogan do movimento punk foi no future. Foi nesse contexto que nasceu o último movimento importante na FC, o cyberpunk.


XI.

É claro que sempre houve distopias clássicas na FC, como Fahrenheit 451, 1984, Admirável Mundo Novo, Um Cântico Para Leibowitz (que é pra mim a maior obra de FC), Greybeard, Não Verás País Nenhum, Planeta dos Macacos, entre muitas. Mas elas eram uma espécie de alerta sobre o futuro da humanidade, dentro de um contexto de otimismo. Por isso, foram a face crítica da FC, da mesma forma que o Velho do Restelo é a face crítica às navegações dentro dos Lusíadas.

O que acontece a partir do cyberpunk é totalmente diferente do ponto de vista ideológico. Numa sociedade em que o projeto de futuro perdeu o sentido (ou é a manutenção indefinida do capitalismo, ou a agonia mortal do "socialismo real" ou a guerra nuclear) não existe mais sentido em fazer ficção científica.

E é isso que é o cyberpunk. Não digo que não tenha obras interessantes e até ótimas (realmente é um estilo que eu nunca li quase nada), mas é um retrocesso até mesmo cronológico: em vez do futuro distante, as primeiras décadas do século XXI, e os temas vinculados com Internet e cibernética, uma antecipação poucos passos à frente da tecnologia atual (mesmo que eles tenham sido realmente visionários em muitas coisas, mas que saudade do propulsor Bussard!).

A obra-manifesto que é o retrato da relação parricida entre o cyberpunk e a FC clássica (e sua ideologia humanista e progressista) é The Gernsbeck Continuum, do William Gibson. Hugo Gernsback, criador em 1926 da Amazing Stories, a revista de criou a FC como literatura de massa, é antihomenageado pelo Gibson e, com ele, é toda a ideia de futuro. Um fotógrafo que está fazendo o trabalho de fotografar a arquitetura futurista do anos 1930 começa a ter visões do futuro que elas prenunciavam, uma sociedade fascista, de ordem rígida. Com medo dos delírios, ele pede ajuda a um amigo, que diz que ele tem que ver pornografia e notícias sobre crimes e guerra. No final, ele para de ter as visões e chega à conclusão de que prefere viver no nosso mundo caótico do que no mundo que ele via.

Como não reconhecer aqui o velho tema contrarrevolucionário de que todas as revoluções só geram uma opressão ainda maior do que a que combateram? Como não ver que, para Gibson e para o cyberpunk, qualquer sociedade diferente do capitalismo em crise e dominado pelas corporação só pode ser pior ainda? Como não ver o tema pós-moderno, explorado pelo falsamente revolucionário Michel Foucault, de que a ideia de progresso é somente a expressão de um desejo de dominação ainda maior que a burguesia nutre?

 Desde o cyberpunk, surgiram poucos autores que realmente merecem ser lidos, que não são mesmice ou modismos idiotas como steampunk ou todas aquelas coisas que terminam com punk. Poucas exceções que podemos citar: Kim Stanley Robinson (Trilogia de Marte), Robert L. Forward (Camelot 30K, Dragon's Egg), o William Gibson apesar de tudo, dizem que o Greg Egan (ainda vou ler), aceito sugestões porque tá difícil de lembrar...

Assim termina melancolicamente a ficção científica, pelo menos provisoriamente, até que as lutas contra a exploração, o racismo, o machismo e todas as formas de dominação criem alternativas concretas que abram o caminho para uma nova sociedade. Ou seja, até que o futuro como tempo diferente volte ao horizonte da humanidade. A FC pode contribuir para essa evolução, não necessariamente fazendo obras abertamente políticas, mas sim mostrando alternativas para a vida no nosso admirável mundo velho.

Comentários

Aoi Ito disse…
"O que acontece a partir do cyberpunk é totalmente diferente do ponto de vista ideológico. Numa sociedade em que o projeto de futuro perdeu o sentido (ou é a manutenção indefinida do capitalismo, ou a agonia mortal do "socialismo real" ou a guerra nuclear) não existe mais sentido em fazer ficção científica."

Eu tinha uma ideia semelhante: em um mundo onde a tecnologia muda tão rápido como esse, onde as pessoas ficaram apáticas com a tecnologia e não conseguem mais imaginar um futuro - por causa do capitalismo - não há mais meio também de fazer ficção científica. Imagino que na época da guerra fria, com todas as evoluções científicas dentro de uma lifetime, com a discussão do futuro, com o medo da bomba atômica, as pessoas imaginavam um futuro e isso fazia sentido. Acho que hoje não faz mais tanto por causa da apatia que o capitalismo criou. Gostei muito dessa frase aqui: "Ou seja, até que o futuro como tempo diferente volte ao horizonte da humanidade. "

Eu um dia desses fiquei pensando que os "nerds" de antigamente eram pessoas que gostavam de ciência, de inovações, de FC, de pensar o futuro. Hoje o "nerd", por incrível que pareça, é um cara que gosta de Fantasia. Me lembro da crítica "Epic Pooh" do Michael Moorcock, onde se não me engano ele dizia que obras de fantasia como O Senhor dos Anéis eram desejos de voltar a uma sociedade pastoral perfeita que nunca existiu, anti-tecnologia e de classe média ou burguesa que é contra as mudanças da sociedade. Acho que o Darko Suvin, no seu texto sobre o novum na FC, também fala algo assim (tô sem eles por perto, desculpe). Hoje a Fantasia é muito mais abrangente e famosa que a FC, e imagino que tem a ver com esse "fim do futuro". Talvez uma perda de esperança no futuro, de forma que só o que funciona agora é uma sociedade idealizada - mas quase sempre racista, misógina, homofóbica? Será esse um backlash?

Posso estar falando muita besteira aqui, mas eu realmente não tenho sagacidade teórica e intelectual pra manjar de tanta coisa assim. :p

De qualquer jeito, eu realmente espero que eu viva pra ver a volta da FC.
rodrigodoo disse…

Aoi,

tu é amigo de qual Tatiana (eu conheço três)?

obrigado pelos elogios. É de pessoas assim que eu preciso pra perder o senso de realidade rsrsrsrs.

Na verdade, eu também não entendo tanto assim de tanta coisa. Eu fui falar um dia desses que a ficção científica tá em decadência na comunidade do CLFC (clube de Leitores de Ficção Científica) no Facebook e fui espancado com tantos livros que eu não tinha lido, que eles diziam que iam provar que não existe decadência nenhuma(ainda não li nem a metade).

Esse negócio do backlash da fantasia pra mim realmente é um dos grandes sintomas de que alguma coisa vai muito mal na sociedade e na FC. Por exemplo, o China Miéville, que é aclamado e tal, na verdade é muito mais um escritor de fantasia do que de FC. Eu vejo a mesma coisa no steampunk e outras pragas semelhantes.

Pô, se tu tiver alguma disponibilidade, bora marcar pra trocar uma ideia sobre o assunto, essa tua monografia deve ser maneira!

Também quero ver a volta da FC, de preferência da espacial, que sempre foi a minha preferida!

Foi mal eu demorar a responder, só agora vi os comentários!

Um abração!
rodrigodoo disse…
*amiga (digitei errado)
Aoi Ito disse…
Sou a Cláudia Vasconcellos, te adicionei no ~feice~ faz pouco tempo :D

Por mais que hajam sim vários livros de FC saindo por aí, a maioria é de editora pequena no Brasil e são muito pouco famosos nos EUA, quando saem. Tô lendo uma série de SF meio space opera lésbico chamado Supreme Constellations e eu NUNCA tinha ouvido falar até especificamente procurar por SF lésbica. Mesmo com muito livro, a fama do gênero se foi :( hoje o nerd comum conhece 3079435 livros de fantasia, mas se conhecer Asimov de FC já é muito. Se conhecer Clarke então merece uma medalha.

Eu vejo a "backlash" da Fantasia até mesmo nas FCs mais famosas. Star Wars (que o Asimov mal considera FC, por exemplo) é feudalismo + impérios + estética japonesa + espadas IN SPACE! A própria Fundação do Asimov, e ele admite que pensou primeiro na história e depois inventou algo pra ser realmente FC, também é feudalismo + reis + IN SPACE! em parte. E Steampunk é uma PRAGA. Acho os -punks legais como estética como dieselpunk e atompunk, mas não é FC, não é, nunca será, e francamente já me enchi de Steampunk. Era legal quando eu tinha 15 anos.

Vamos marcar sim um dia desses :D Agora que você sabe que me tem no FB, podemos marcar e vou levar o meu namorado também, se puder, já que ele é outro que gosta muito do assunto.

Abraços!
Aoi Ito disse…
Meu namorado inclusive está lendo A Canticle for Leibowitz por sua recomendação hahaha.
rodrigodoo disse…
Ah, você é a Cláudia :)!

Maneiro! Um abração!