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Dois poemas de Mansur Al-Hallaj


Mansur al-Hallaj (= O Cardador, porque ele era tecelão), poeta e santo, foi o grande mártir do sufismo. Ele foi crucificado em 927 porque disse "Eu sou A Verdade", expressando assim a Unidade com Deus. Qualquer semelhança com Jesus não é mera coincidência.


Matem-me, fiéis amigos
Matem-me, fiéis amigos
Porque em ser morto está a minha vida

Amor é o que resta
na frente do teu Amado
Quando estás despido de todos os atributos
Então Seus atributos se tornam tuas qualidades

Entre mim e Ti, apenas eu estou
Tire o mim, e só Tu ficarás

Testemunhei meu Criador

Testemunhei meu criador com os olhos do coração.
Perguntei, "Quem és", Eles respondeu: "Tu"

Para ti não se pode perguntar "Onde?"
Porque onde é o Onde para ti?

Tu não passarás pela imaginação
Senão, saberemos onde Tu estás.

Tu és Quem está em toda parte
Ainda assim, em lugar nenhum. Onde estás?

Na minha aniquilação está a aniquilação da minha aniquilação
E Tu Te encontras na minha aniquilação.

Comentários

J.L.Tejo disse…
Aquele Mansur Hallaj, que disse
"-sou a verdade"
a poeira do caminho
com suas pestanas apagava.

No mar de seu não-eu
Mansur flutuava
e ali polia a pérola
"-sou a verdade".


Rumi (?)

*

Ó, Rodrigo, achei a fonte dos poemas ruim. Dificulta a leitura. De resto, excelentes.
rodrigodoo disse…

Consertei a fonte, Tejo

Um abraço!